quarta-feira, 4 de março de 2015

Entendendo como funciona a lei antiplágio no Brasil


  • O plágio está mais presente em nossas vidas do que supomos estar, nossos filhos pequenos muitas vezes o praticam, os adolescentes tendem a procurá-lo e os jovens, mais ainda. Até que na fase adulta furtar a inteligência intelectual de outrem passa a ser normal.
    Na infância, uma criança em seus primeiros anos de escola é incentivada pelos seus colegas, e às vezes até visto pelos seus professores colando ou passando cola em uma prova. Na adolescência, usa-se a desculpa da "falta de tempo" para coagir um colega a colocar seu nome em um trabalho que não foi feito por você. Essa "falta de tempo" piora na juventude, entre os universitários, tornando-se comum a cópia de frases, artigos, livros em seus trabalhos acadêmicos.
    Dessa maneira, nós, da sociedade incutimos em nossos filhos uma inversão de valores. O que não pode ser feito, por ter sido praticado ao longo da vida, passa a ser normal na fase adulta.
    Para que possamos tentar evitar essa banalização do plágio, vamos começar a entender seu significado, nossos deveres e nossos direitos como autores de nossos pensamentos.
  • O que é plágio e o que não é

    Utilizar frases, trechos de outros autores em seus trabalhos desde que citada a origem corretamente, não constitui plágio. Citações de obras literárias que corroborem com os mesmos pensamentos que os seus em seus trabalhos são chamadas de referencial bibliográfico.
    Agora, a reprodução de texto no todo ou em parte sem a autorização expressa do autor ou de quem o represente, constitui plágio (Código Penal, artigo 184, parágrafo primeiro).
    Já os procedimentos normativos (leis), sistemas, métodos ou projetos de matemática, não recebem proteção autoral, podendo ser usados livremente sem precisar de citação (Artigo 8ª da Lei 9610 de 1998 – Lei que define os Direitos Autorais).

Nenhum comentário:

Postar um comentário