terça-feira, 21 de abril de 2015

Fla reclamou da arbitragem, mas 15 dias sem gols foram decisivos em queda

Flamengo depositou na conta da arbitragem boa parte da culpa pela queda na semifinal do Campeonato Carioca. O pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Rodrigo Nunes de Sá decidiu o duelo contra o Vasco e causou revolta na Gávea. No entanto, um fator tornou-se primordial para explicar a queda no Estadual. O Rubro-negro parou de marcar gols. O jejum de 15 dias veio justamente na fase decisiva da competição.
Alecsandro e Marcelo Cirino marcaram nove gols cada no Campeonato Carioca, mas o ataque entrou em colapso depois do dia 5 de abril. Na ocasião, o time venceu o Fluminense por 3 a 0. A partir daí, três jogos e nada de gols.
Além de não marcar, o Flamengo criou pouco, se mostrou um time afobado e não cumpriu a primeira etapa do planejamento - conquista do Campeonato Carioca - elaborado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. O mau momento começou no empate sem gols com o Nova Iguaçu. A equipe jogou mal, errou muito e perdeu para o Botafogo uma Taça Guanabara que era considerada certa.
Nos jogos contra o Vasco, o Rubro-negro teve poucos momentos de superioridade. As falhas nas conclusões também puniram o time. Em meio ao rendimento questionável, o assédio do São Paulo a Luxa tumultuou o dia a dia e deixou os jogadores inseguros.
As duas semanas de jejum foram de muita conversa nos bastidores e futebol modesto. O badalado ataque passou em branco quando dele mais se esperava e as substituições de Marcelo Cirino e Everton na segunda semifinal foram questionadas pelos torcedores. O retrato de um Flamengo sem forças para reagir.
"Nunca entramos em campo em um Flamengo e Vasco como favorito. Vamos colocar a culpa em uma série de coisas. Árbitro, federação... Precisamos analisar o que foi feito por nós e avançar com a base que temos. Não buscar culpados, isso é complicado", ponderou Luxa.

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